A arte ambiental ou arte ambiente não faz referência a nenhum movimento artístico em particular, é uma sinalização de uma tendência da arte contemporânea que tem como foco o espaço, seja incorporando e/ou transformando em conjunto com obra, sendo o espaço da galeria, o ambiente natural ou as áreas urbanas.
A noção de arte ambiente entra no vocabulário da crítica nos anos 70 com sentido amplo, designando obras e movimentos variados. A elasticidade do termo gera ambigüidades incontornáveis. O contexto artístico a informar as novas experiências com o ambiente refere-se ao desenvolvimento da arte pop, do minimalismo e da arte conceitual que tomam a cena norte-americana das décadas de 1960 e 1970, desdobrando-se em instalações, performances, happenings, arte processual, land art, videoarte etc. Essas novas orientações partilham um espírito comum: são, cada qual ao seu modo, tentativas de dirigir a criação artística às coisas do mundo, à natureza, à realidade urbana e ao mundo da tecnologia. As obras articulam diferentes linguagens - dança, música, pintura, teatro, escultura, literatura etc. -, desafiando as classificações habituais, colocando em questão o caráter das representações artísticas e a própria definição de arte. Interpelam criticamente também o mercado e o sistema de validação da arte.
Fonte: Enciclopédia Itaú Artes Visuais Acesso em 12/09/2011